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quinta-feira, 10 de maio de 2012

HISTORIAS DO PASSADO

Baseado em fatos reais, traz os relatos do casal de agricultores "José e Dionizia Boachuck" que moravam numa fazenda mal assombrada na década de 60.
Barulhos, vultos e fantasmas. A família

Visão Demoníaca

                                          
Isso que vou contar aconteceu comigo quando eu tinha uns 9, 10 anos de idade. Minha família tinha acabado de se mudar para Belo Horizonte - MG, meu pai tinha alugado uma casa enorme e muito bonita, era tão grande que dividimos a casa em duas, minha avó, minha tia e meu primo morariam em uma parte, meus pais, meus irmãos e eu em outra.
No dia da mudança fomos mais cedo para limparmos a casa. Logo quando entramos vimos que o chão (que era de tacos de madeira) estavam cobertos de cera de vela, ainda haviam pedaços de velas grudadas no chão, velas brancas, vermelhas, pretas... todos nós achamos aquilo tudo muito estranho, mas tudo bem, lembro que minha mãe nos deu daquelas facas de pão e disse pra gente raspar o chão para limpar.
Logo que nos mudamos comecei a me sentir mal, incomodada naquela casa, mas achei que era por causa da mudança. Ainda nao tinha me acostumado com a casa, essas coisas... até que depois de alguns meses eu estava deitada de lado na cama no quarto da minha mãe, e comecei a sentir uma coisa muito, muito ruim, uma sensaçao horrivel, do nada meu coração disparou, comecei a suar frio, o clima estava pesado, tenso e senti que tinha alguém perto da cama. Sempre aconteceram coisas sobrenaturais com a minha familia e na mesma hora eu senti que aquela nao era uma presença normal. Eu fiquei com muito medo de me virar, mas eu queria correr pra sala, então teria que me virar de qualquer maneira, já chorando me virei bem devagar e para o meu desespero vi uma mulher sentada na cama de costas pra mim, ela era loira, cabelos longos e ondulados e usava um vestido vermelho. Comecei a gritar pela minha mãe, então essa mulher se virou e vi que o rosto dela estava desfigurado, cheio de sangue e machucados. Não tenho vergonha de falar que quase fiz xixi nas calças, gritei muito e minha mãe veio, eu só chorava de medo, mas depois que me acalmei contei tudo pra minha mãe, graças a Deus ela acreditou em mim (minha mãe é evangélica e como ja disse minha família ja teve muitas experiências assim) e me disse que se eu visse aquela mulher de novo, era pra eu orar e mandar ela em embora e dizer "em nome de Jesus". 
Eu tinha ficado com muito medo e a partir daquele dia só dormia com a luz acesa.
Numa noite me deu vontade de ir ao banheiro, eu não queria ir de jeito nenhum, mas não teve jeito... fui rapidinho e estava voltando correndo para o quarto e vi a mulher passando no corredor. Ela parou em frente ao meu quarto e eu fiquei estacada aonde estava. Quando eu a vi de pé tomei um susto, nunca eu tinha visto uma mulher igual aquela, ela era muito alta e o corpo dela era estranho, não era exatamente feminino, mas isso na hora foi o que menos me importou, o susto foi tão grande que eu não consegui correr e nem gritar, eu tremia da cabeça aos pés. Me lembrei do que minha mãe disse, mas cadê a coragem de orar? Não era só o rosto dela que era machucado, o corpo todo tinha cortes e sangue, nem sei por quanto tempo eu fiquei ali parada olhando pra ela sem consegui fazer nada, só consegui me mexer quando ela sumiu. Fui direto pro quarto da minha mãe, a essa altura todo mundo da minha casa estava apavorado, meus irmãos e até minha tia não queriam mais ficar sozinhos em casa.
Numa tarde eu cheguei da escola e minha mãe estava na parte da casa da minha tia. Minha tia queria tomar banho e estava com medo de ficar sozinha, minha mãe teve que ir pra dentro do banheiro com ela e eu fiquei na sala. Depois de um tempo fui até ao banheiro perguntar pra minha mãe se ela ia demorar e mais uma vez (a última, graças a Deus) eu vi aquela mulher. Ela estava parada próximo ao banheiro. Comecei com a tremedeira de novo, mas dessa vez decidi pelo menos tentar orar, mas não saiu nada, comecei a gaguejar, a embolar as palavras e aquela mulher se aproximou de mim as gargalhadas. Me assustei tanto com a risada dela que parei de tentar orar na mesma hora, ela começou a falar alguma coisa comigo, mas eu gritei tanto quando ela começou a falar que nem ouvi direito, mas foi algo do tipo "isso não adianta nada". Depois quando contei pra minha mãe ela ficou indignada, por ser evangélica, minha mãe não acredita em espíritos. Ela disse que era um demônio (hoje tambem sou evangélica e sei que realmente era um demônio, pois esta na bíblia que os mortos não voltam) e que ia resolver aquela situação. Minha mãe chamou o pastor da igreja, uma irmã dela que era evangélica tambem e eles oraram. O pastor ungiu a minha casa, orou por mim e na hora da oração o pastor tambem viu aquele demônio.
Depois desse dia nunca mais eu a vi, mas aconteceu um detalhe importante uns dois dias depois disso, minha mãe estava conversando com a vizinha que se chamava Vera, no meio da conversa a vizinha perguntou a minha mãe se ela não tinha medo de morar naquela casa. Minha mãe perguntou por que e a vizinha disse que a minha casa antes era uma "casa de massagens" e que uma das prostitutas, uma travesti chamada Priscila tinha suicidado lá, pulando do segundo andar da casa e ainda disse que ela tinha arrebentado o rosto todo quando caiu, mas nem eu nem minha mãe acreditamos que era o espírito da travesti. Respeito a crença e a religião de todos, mas como cristãs acreditamos mesmo que era o demônio usando a forma dela.
Sei que o relato foi longo mas garanto que é 100% verdadeiro.

SONBRA MISTERIOSA


                                  
Olá pessoal! Vou contar aqui algo que aconteceu comigo quando eu tinha uns 4 anos, por ai. 
Nessa época eu morava com o meu pai e minha madrasta, que dormiam no quarto deles, e eu dormia sozinha mais para baixo do quarto deles.
Lembro de ir me deitar e me lembro que quando eu olhava pra cima, na direção da cabeceira da cama, eu via uma sombra que parecia mais uma bruxa, com um chapéu enorme, sentada em frente a uma mesa cheia de remédios em cima (não sei se era realmente remédios , era o que eu achava quando era pequena). A sombra estava com um copinho na mão e me oferecia esse copinho pra eu beber não sei o que.
Deitei para o outro lado da cabeceira e olhei pra baixo, em direção aos meus pés, e a sombra não estava lá, mas quando eu olhei pra cima, na direção da cabeceira, lá estava ela de novo, com a mesinha de remédios me oferecendo um copinho.
Fiquei com medo e sai correndo para o quarto do meu pai, e pedi a ele para dormir lá.
Não sei o que era aquela sombra nem o que queria. Acho que foi a primeira coisa "sobrenatural" que eu vi . Hoje tenho 16 anos, e apesar do tempo passado, não vou esquecer disso nunca, experiências assim agente nunca esquece, não é verdade?

SONHOS e PESADELOS

                             
Olá pessoal, primeiramente gostaria de agradecer ao pessoal criador deste site onde podemos expôr nossas experiências com o sobrenatural, acredito que todos nós procuramos a mesma coisa ao relatarmos os nossos contos: a verdade sobre o que pode existir ao nosso seio que talvez não consigamos enxergar ou pra tal temos que usar a 3ª visão!
Agradeço também a vocês leitores porque não estamos relatando tais coisas pra nosso divertimento, mas sim pra procurarmos nos ajudar e nos fazer entender o porquê de certa coisas não terem explicações prováveis ou lógicas.
Hoje irei falar de algo que muitos dos leitores deste site já citaram; os sonhos
Sei que o assunto parece meio enfadonho ou do tipo imaginação, mas engana-se quem pensa de tal forma, pois muitas das vezes os sonhos chegam a ser presságios de algumas coisas que estão pra acontecer ou já aconteceram. E lembrem-se que nos tempos passado Deus comunicava-se com os seus servos atravês dos sonhos, mas nos nossos dias o Diabo chega a nos aterrorizar da pior forma possível que possamos imaginar.
Uma vez dessa sonhei que havia funeral na minha casa (no apartamento onde moravamos antes), as pessoas choravam enquanto o caixão estava em cima da mesa aberto, pude ver que era uma mulher que havia falecido, pela aparência parecia a minha mãe (o funeral foi do mesmo jeito), ela possuía um cabelo longo. Bem a uma certa dada altura não sei o que houve as pessoas tiveram que se ausentar, mas voltariam era só por um tempinho, e lá o caixão ficou dentro de casa. Eu também me dirigia com o resto, já estava escurecendo devia ser por aí 18 horas á caminho das 19h, então quase a descermos as escadas uM dos meus tios chamou-me e disse que esqueceu algo em casa pra me ir pegar, eu fui sem preocupação nenhuma, nada me ocorria na mente, entrei em casa e estava meio escura já, não estava totalmente graças a iluminação que vinha da varanda, as luzes do prédio da frente, acho que não tinhamos energia por isso é que a casa estava assim;  pois bem eu fui pegar o que o meu tio esqueceu e apesar de estar meio escuro pude notar que o caixão estava vazio (pois a madeira de dentro é clara e estava saliente), congelei na hora tentando não entrar em pânico mas algo ja me dizia pra correr, mas senti logo uma presença no canto de casa junto mesmo a saída (ainda teria que passar na cozinha, se fosse pra mim fugir), nem precisei olhar quem era, ouvi a voz mais assustadora que vocês possam imaginar, ela começou a me dizer coisas horríveis que iria me fazer, me disse “azar teu por teres voltado, não devias ter entrado”, eu chorava de tanto medo que estava, os cabelos delas tapavam o rosto mas eu pude ver o quanto seus olhos estavam com malícia de me fazer mal, e quando me espantei agradeci por ter sido um sonho, mas realmente eu chorei de verdade. Quase não dormi o resto da noite.
Este outro sonho eu tive enquanto ainda viviamos naquele apartamento no 8° andar.                        
Teve um tempo que o meu primo estava vivendo conosco e ele era taxista na altura, ele saía bem cedo e antes de ir me acordava pra fechar depois o portão, as vezes era eu as vezes era o meu irmão mas como o meu irmão ficava tão ensonado e esquecia de fechar o mesmo  então maioria das vezes era eu. Mas naquele dia não fui eu a ser acordado pra fechar o portão.
Neste dia dormimos na sala, eu, meu irmão e meu primo, estendemos um colchão no chão. E o sonho que eu tive foi o seguinte: Sonhei que eu fui até a varanda e encontro o meu primo a subir no muro, eu gritei "-o que pensas que tás a fazer?" ele me diz; -"Vou me jogar para baixo!" Eu lhe disse; -"estás louco? tu vais morrer!" ele me disse: -"Não vou não! queres ver? eu vou voar! E se jogou! Eu estava em  estado de choque não acreditando no que eu tinha visto. "Como vou explicar isto pro resto? Eu estava tentando disfarçar o meu nervosismo e estava indo pra fora de casa ver se apanha sse um ar,  tentar me recompor e pra meu espanto vejo meu primo vindo com um sorriso radiante. Eu lhe disse; "tás vivo! ele disse: "não te falei que eu podia voar! Eu só que estava feliz de ver ele de novo e  fiquei mais calmo. Era mesmo ele, sempre com as gracinhas dele fazendo todo mundo rir. 
Descansado após o susto resolvo apanhar um ar na janela da varanda, quando eu olho pra baixo o meu coração foi longe! Tomei o maior choque da minha vida! Lá embaixo estava milhares de pessoas aglomeradas vendo alguém estendido no chão, e esse alguém era o meu primo!  Exactamente com a mesma roupa que ele atirou-sse. Todo ensagüentado. Eu me espantei do sonho transpirando e já era de manhã. Nesse dia meu primo estava demorando imenso pra chegar em casa. Eu já estava a ficar preocupado temendo o pior. Mas felizmente ele chegou em casa, eu lhe  contei do sonho e ele assustou-se e me disse que ele escapou morrer, talvez seja por isso que eu tive esse sonho ruim.
Gostaria de vos contar mais sonhos terríveis que eu já  tive mais temo em cansar-vos e este relato se tornar muito longo por isso contarei apenas mais um que eu tive mas na África do Sul.
Bem quem leu o meu relato "Sentaram na minha cama" deve lembrar-se de eu citar que a minha cama era bastante comfortavél tanto que o meu primo gostava tanto de sentar nela pra ver tv, as vezes cochilava lá, meus irmãos também, e foi justamente o que aconteceu. Um dos meus irmãos adormeceu lá e como já era hora de dormir e dia seguinte era dia de escola deixei ele dormir na mesma, não lhe acordei, fiquei com pena de lhe estragar o sono, então decidi dormir no lugar dele que era no beliche mas a cama de cima;  se eu soubesse o que a noite me reservava não iria dormir ai.
Comecei a ter pesadelos terríveis, sonhava que um senhor vestido de preto e com uma aparência maquiavélica me puxava do beliche ele quis me fazer cair, eu estava tentando me agarrar de todas as formas mas a sua força estava sendo maior, eu gritava pros meus irmãos mas ninguém se movia, este ser rosnava de tanta raíva que tinha de mim e suas unhas me aleijavam, eu estava apavorado, quando eu estava quase a cair me espanto e no exacto momento em que me espanto vejo um vulto semelhante a este ser me olhando bem sério, virou-se e desapareceu! Eu não dormi a noite toda, eu não esperava ver isso após acordar do pesadelo! 
Depois daquele dia aprendi que nunca devemos ocupar o que é do outro, quem sabe esta aparição estava pra ser pro meu irmão e como eu é que dormi no lugar dele fui a vítima.
Bem pessoal ficarei por aqui, ainda tenho mais um recente, que só de me lembrar me arrepio. Postarei um dia desses. Fiquem bem na graça do Senhor.

SEQUESTRO UMA HISTÓRIA DE AMOR E TERROR

Ele não sabia a quanto tempo estava olhando para ela deitada na cama, meio que jogada, languidamente. Ela era simplesmente a coisa mais linda que ele já vira na vida. Embevecido não queria nem se mexer, para não fazer barulho e a tirar de seu sono de Bela Adormecida. De vez em quando ela dava uma ronronada, o que afetava pavorosamente o seu coração. Ele não sabia bem o que é que faria com a arma no seu colo. A cadeira executiva, que roubaram em outro assalto era bem confortável. Ele dormia e acordava entquanto Samantha, Sam, estava no cativeiro. A menininha de uns dezesseis para dezessete anos era um sonho impossível para ele, um velho, catético de trinta e cinco anos. Ele era burro como uma porta, bronco, grosso, só pensava em sexo, suas piadas eram todas sujas, nem seus companheiros gostavam delas. Ele também não era muito querido. Sendo um homem grande, corpulento, servia como ajudante para carregar as coisas, ou arrombar portas, além de assustar. A ordem do chefe era ficar próximo à vitima de boca fechada, porque se ele abrisse a boca seria um completo desastre. Mas mesmo um bronco como aquele sabia reconhecer uma flor rara, como uma rosa negra, exótica. Ele não sabia a quanto tempo Sam estava no cativeiro. Quer dizer, ele não sabia a quanto tempo eles estavam no cativeiro, pois ele estava também. A mesma claustrofobia que ela sentia, ele sentia também. Esse era aliás o único medo de Victor, pois, era-lhe inimaginável ser preso e ficar atrás das grades. Ele não agüentaria.
Com um gemido Sam remexeu-se em dor, o que a acordou. Seu aspecto não era muito bom, tinha leves olheiras e um ar cansado.
- Oi. – Disse Victor, tentando ser amigável.
- Quando vocês vão me soltar, eu acho que estou morrendo. – Havia uma mancha de sangue abaixo do seio de Sam, ela levara um tiro no seqüestro.
- Sam, eu não sei, já lhe disse isso. Não depende de mim soltá-la. Se seus pais pagarem o resgate, você vai embora logo. Eu não sei o que dizer, não sei porque o médico está demorando tanto. Ta doendo demais? – Victor era sincero, ela sabia disso.
- Não. Ta só um pouco. - Ela sentou-se na cama e esticando a mão pegou uma maça e deu uma mordida, enfastiada.
- Eu queria comer algo gostoso. Não agüento mais essas comidas que vocês me dão.
- Mas a gororoba não é tão ruim aqui, eu já comi pior, isso quando não ficava com fome. Sam, você dormiu bastante, eu não fiz barulhinho nenhum, como você mandou. – Havia uma pergunta ali e ela sabia o que era.
- Já sei, você quer que eu continue a ler o livro. – Ele não entendia muito o que ouvia, Sam lia em voz alta e ele gostava do som das palavras. E gostava de ver ela lendo o livro para ele. De vez em quando ele a interrompia, para que ela explicasse algo, uma frase, uma palavra, a situação, o que fosse. Ele queria que ela não acabasse nunca de ler aquele livro para ele. Ainda bem que o livro era enorme e lindo. Falando sobre política, economia, uma trama de assassinato, Só o Vento Sabe a Resposta de J. M. Simmel, falava de amor. O livro era a história de amor de um casal, que nos fazia apaixonar. Não era uma historinha besta de vampiros para adolescentes, os protagonistas não eram uma perfeição de beleza, ele, um senhor gordinho, já de meia-idade apaixonasse por alguém mais ou menos da sua idade. Victor se achava um velho e sem chance alguma com Sam, mas o seu coração lhe dizia outra coisa. Ele perdera a noção se era dia ou noite ali, onde estavam, naquele cativeiro. Havia uma dificuldade em se lembrar direito como entrara naquele quarto, com uma janela fechada por fora com madeiras e uma porta apenas. Ele remexeu-se na cadeira, o tiro que levara nas costas doía demais. Quando ele levantava da cadeira via-se uma mancha enorme de sangue na cadeira. Victor levantou-se e pegou o livro, pois Sam acenara para ele. A capa do livro de Sam mostrava um homem caminhando só, numa estrada de terra, cercada por árvores. Eram 699 páginas de um romance que Sam já lera com seus quinze anos, três vezes e agora lia para Victor.
Na sua juventude, ela só conheceu meninos metidos a besta, Victor era o primeiro homem que ela conhecia. Quer dizer, era o primeiro que ela se apaixonava. Ele era mais velho do que ela, alguns anos, vinte anos, trinta anos? Não sabia dizer. Ela jurava que haviam horas em que ele aparentava ser mais moço e haviam horas em que ele parecia estar com os cabelos brancos, talvez fosse a fraca iluminação do quarto que fazia ela ver coisas. A única coisa boa naquele quarto era ler para ele. Ela simplesmente amava o livro que roubara da biblioteca da mamãe e nunca mais devolvera. Sam achava que Victor não sabia ler, não era possível, ele ficava tão embevecido, quase estático, absorvendo a história que ela contava, que a encantava. É lógico que haviam duvidas em muitos momentos, se ele estava escutando a história ou se estava olhando para ela. Parecia que seus olhos estavam parados em sua boca que se mexia, pronunciando tantas palavras, ou então então olhando para suas pernas, o que a fazia corar - mas ela tentava disfarçar -, Outro dia, enquanto lia, ela percebeu que ele olhava para seus seios e quando ela percebeu e ele viu-se descoberto, abaixou o rosto, com medo? Com vergonha? Que meigo que ele conseguia ser em tantas horas. No começo, ela morria de medo dele, de estar presa ali, não sabia onde, de que ele pudesse matá-la, ou abusar dela, ou a torturar, ou bater, ou sei-lá-o-quê. Mas, ele a protegia, de alguma forma. Sam sentia-se segura com Victor. A situação toda, a proximidade com um homem maduro, não os moleques de escola, alguém que poderia sim, agarrá-la pelo braço, deixando marcas de dedos fortes, e tirar um beijo forçado, os lábios comprimindo os seus, enquanto apertava o seu peito másculo de encontro ao seu feminino, puxando os seus cabelos longos e negros, deixando-a sem respiração ou com chances de defesa, se é que ela pensasse em se defender de um beijo.
Sam começou a ler o livro que Victor deu a ela até muito tarde, imaginava que até de manhã, mas poderia ser até de noite, também. A história que era narrada e que Sam lera quatro vezes, ou seriam cinco, na cama, de sua casa, no sofá e que até lhe arrancara algumas lágrimas e que sempre imaginou que nunca passaria um amor igual, no qual tinha medo de morrer e nunca ser beijada, amada, sentir desejos de gente grande, fossem lá como fossem. Sam se apaixonara pelo seu professor na 5ª série, mas ele nem sabia que ela existia. De qualquer jeito, na época era uma pixoquinha de nada. Mais uma no meio de tantas meninas de onze anos.
Curioso é que Bob Dylan tinha uma musica que se chamava Só o Vento Sabe a Resposta, ou mais ou menos: Blowing in The Wind, que na verdade não tinha nada a ver com o livro, era apenas pura coincidência.
Numa hora em que Sam levantou-se para beber água, após horas lendo para Victor, sendo observada por ele e se deixando observar, ela sentiu tonturas e quase caiu. Ela nem viu como, mas de repente ele estava segurando-a, amparando-a, seu braço esquerdo a abraçando. Ficaram assim, olhando-se nos olhos durante um tempão, até que da forma mais natural do mundo, se beijaram, um beijo doce e amigo, mas muito sexy. A mão direita de Victor tocou no rosto de Sam e o acariciou, mas aos poucos começou a escorregar para outros lugares, onde ia descobrindo, apertando, deixando-se ficar, causando sensações. Depois de dar-lhe água, Victor deitou-se com ela na cama e os corpos foram achando o seu lugar, se encaixando, se ajustando, até que os dois eram um só. Ficaram assim a noite toda, se achando, se encontrando, se ajustando.
Victor acordou, com Sam ronronando em dor e acordando em seguida. Ele não se lembrava de ter colocado a roupa e nem de ter sentado na cadeira novamente. Também não se lembrava da hora em que ela se vestira. Ele tinha uma sensação de dejavu. Havia uma maça, que Sam comeu, enquanto ele a olhava com carinho. Ela sorria para ele, pensativa. E não era difícil imaginar o que ela pensava. Uma menina de dezessete anos e um homem mais velho de vinte e dois - ou seriam vinte e sete? Num lugar inesperado, ela se sentia feliz. Sempre achou que faltava algo em sua vida e parece que agora encontrou. Alguém. Só alguém pode nos completar. Falta alguém. Faltava alguém e Sam agora achara, naquele bruto, que a agarrava com força a menininha rica e meiga, apertando seu braço até doer, comprimindo seus lábios até perder o fôlego e fazendo-a desmaiar em seus braços, com seus carinhos exasperados. A impressão que tinha é que a cada pergunta dele em relação ao livro que estavam lendo juntos, é que ele ia ficando mais inteligente a cada página, ou a cada situação. Suas perguntas eram agora mais elaboradas, o livro o estava mudando ela o estava mudando e isso fazia um bem danado para ela. Sam sentia-se útil a alguém, para alguém. Para alguém... que amava agora. Victor a olhava agora com olhos mais sábios, mais inteligentes. A cada página, algo acontecia.
Durante muitos dias os dois descobriram seus corpos. Era inevitável que pensassem em fugir juntos. Victor arriscava-se com seus companheiros, mas eles planejaram sair dali com muito cuidado e fugirem juntos para algum lugar onde ninguém os encontrasse, ou soubessem quem eram. Com Só o Vento Sabe a Resposta debaixo do braço Sam dirigiu-se para a porta, quem abriu foi Victor e então viram o inesperado. Além da porta estava o universo. As estrelas brilhavam, constelações seguiam o seu curso. O vácuo e o frio enregelante estavam ali também. Além da porta estava o universo. Eles estavam num quarto que era um cubo, vagando num universo infinito, enorme, com várias possibilidades. Não havia chão, não havia uma extensão de casa, não havia nada. Eles flutuavam no vácuo frio, sós, únicos.

Assustados fecharam a porta e ficaram quietos durante muito tempo. Até que as recordações vieram, aos poucos, aos goles. O pai, a mãe e Sam saíram do teatro e ao entrarem com o carro em casa, foram cercados por homens armados. Os seguranças do pai de Sam começaram a atirar. Depois disso os fatos se precipitaram loucamente. Gritos. Confusão. Correria. Sangue. Sam levou um tiro no peito que a jogou para trás com muita força, como um murro inesperado muito potente, caindo nos braços de Victor. Ele a colocou no colo e a levava correndo para a Van quando levou um tiro no meio das costas, rasgando a pele, entrando pelo seu corpo, perfurando órgãos vitais e importantes. Sua camisa começou a se ensopar de sangue imediatamente. Quase cambaleando de tanta dor ele ainda conseguiu colocar a menina rica no carro. Perfumada, com um vestido lindo de festa, curto, com uma saia fofa, era como uma princesinha em seus braços. Durante um instante eterno, enquanto corriam para se salvarem das balas mortais, seus olhos se encontraram e eles se olharam e se conheceram. Victor queria salvá-la. Sam queria alguém que a pudesse salvar. Sam morreu na cama, como um gatinho ronronando. Linda, cheirando a flores do campo. Talvez uma rosa negra. Victor morreu na cadeira, observando-a, amando-a, como jamais amara ninguém na vida.
Depois de muito tempo Sam sentou-se na cama e pegou o livro e começou a ler de onde parou. A sua voz começou fraca e foi crescendo, se afirmando. Victor aos poucos foi tirado do torpor, para ouvir a voz linda da sua amada e a continuação de uma história de amor inigualável. Depois de alguns minutos ele, num gesto inesperado até ali, agarrou-a pelo braço e a puxou com força de encontro aos seus lábios. O beijo apertado, como o era o abraço, única coisa que restara, aos poucos foi ficando meigo, influência de Sam, que mais madura, já quase vinte anos, ou cento e vinte, ali, parece que tanto faz. Do beijo, escorregaram para a entrega do amor.

PROVAS DE AMOR

Um casal de idosos que não tinha filhos morava em uma casa humilde, de madeira; tinha uma vida muito tranquila, alegre, e se amavam muito. Eram felizes.

Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo seu corpo. O esposo acorda, assustado com os gritos, e vai à sua procura. Quando a vê coberta pelas chamas, imediatamente tenta ajudá-la.

O fogo também atinge seus braços e, mesmo assim, consegue apagá-lo. Quando chegaram os bombeiros, já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída. Levaram o casal para o hospital, onde foram internados em estado grave.

O senhor, menos atingido pelo fogo, saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito, a senhora, toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava deformada, inclusive seu rosto.

Quando viu o marido na porta do quarto, foi perguntando:

- Tudo bem com você, meu amor?

- Sim - respondeu ele. Pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar... Mas fique tranquila, amor, porque sua beleza está guardada em meu coração para sempre.

Então, triste pelo esposo, a senhora disse:

- Deus, vendo tudo o que aconteceu, tirou-lhe a visão para que não presencie esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.

Passando algum tempo e recuperados, saíram do hospital e conseguiram reconstruir a casa, onde ela fazia tudo para seu querido esposo. Ele dizia todos os dias que a amava:

E assim viveram vinte anos até que a senhora morreu. No dia do seu enterro, quando todos se despediam, o marido, sem óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão. Beijando o rosto e acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante:

- Como você é linda meu amor; eu te amo muito.

Vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre, pois o idoso estava enxergando outra vez. Olhando nos olhos dele, o velhinho apenas falou:

- Nunca estive cego, apenas fingia. Quando a vi toda queimada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados...

Historia de amor e o destino

Essa é a minha história de amor!
Nos conhecemos quando eu tinha apenas 14 anos e ele 15. Não posso dizer que foi amor  a primeira vista, mas eu sei que algo  de especial aconteceu no momento em que o vi pela primeira vez. Ele não era uma pessoa de muitos amigos e as minhas amigas não gostavam muito dele para dizer a verdade, mas eu me apaixonei por aquele menino teimoso e briguento que eu achava tão lindo.
Foi difícil conquistá-lo, pois logo depois que nos conhecemos ele começou a namorar uma outra garota e eu tinha que ver os dois juntos e fingir uma felicidade que eu estava longe de sentir para que ele não percebesse os meus sentimentos e se afastasse de mim.
Logo, o namoro não deu certo e eu tive a chance de amar e de me deixar amar pelo homem que eu queria para mim.
Não se pode colocar em palavras a alegria que me invadiu quando ele finalmente me pediu em namoro. Éramos jovens e despreocupados, vivendo toda a magia e sedução do primeiro amor. Ele era romântico, carinhoso, desses que trazem flores, ou sempre surpreende com um carinho ou um beijo roubado.
Porém esta felicidade que partilhávamos se viu ameaçada quando a minha família se declarou contra o nosso namoro. Não me deixei intimidar, eu queria a ele somente, e quanto mais sofríamos represarias mais nos uníamos, mais o nosso amor se fortalecia.
Às vezes eu percebia que meus pais estavam tristes comigo e ficava triste também, mas eu o amava, como poderia deixá-lo?
Às vezes brigávamos e nos separávamos por um tempo, mas não conseguíamos ficar muito tempo longe um do outro, e com toda esta dificuldade os anos foram se passando.
Depois de três anos que havíamos nos conhecido, num dia 12 de junho, dia dos namorados, nós participamos de um sarau e representamos uma peça contando a nossa historia, que com todas as dificuldades nós continuávamos juntos e no final ele declamou comigo o Soneto de fidelidade de Vinícius de Moraes e disse que me amava...Ali naquele palco com centenas de pessoas nos assistindo...Eu chorei ao olhar p ele e dizer que também o amava muito. Foi o dia mais feliz e marcante que me recordo, mas toda esta felicidade estava chegando ao fim.
Um dia discutindo como um casal qualquer, nem me lembro do motivo, ele  me confessou que já havia me traído.
O meu mundo desabou e toda a minha luta p ficarmos juntos de repente não tinha mais sentido para mim. Tudo o que eu vivera com ele parecia de repente uma grande mentira. Eu ainda tentei perdoar e continuar com o nosso namoro, mas a única coisa que fiz foi adiar o inevitável...O fim.
Eu perdi bruscamente não só o Homem que eu amava, mas meu único amigo de verdade, a pessoa que eu mais confiava, por quem eu lutei para ter o direito de amar. Quase não agüentei a tristeza...E para completar, depois de cinco meses ele foi estudar em outro país e eu nem tive a chance de olhar em seus olhos mais uma vez e dizer que eu sempre o amaria.
Faz três anos que ele foi embora. Eu continuei a minha vida como pude. Juntei os pedaços do meu coração e formei novos sonhos pra mim.
Sei que preciso deixar o que aconteceu no passado, mas não posso ficar sem noticias dele e por isso ainda mantemos contato. Ainda hoje o meu coração chama por ele, mas eu sei que nada mais é possível entre nós...Sei que este amor precisa morrer, mas eu não tenho forças para matá-lo...As lembranças são o meu maior tesouro deste que hoje é apenas... Um amor para recordar!