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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mary Bell: A história de uma psicopata

Vamos mostrar o que é um psicopata e a incrível historia de uma criança que mata dois garotos e hoje é uma pessoa normal, com família, mas vive vigiada.
Psicopatia

Segundo a Wikipédia:

Psicopata, a rigor designa toda pessoa que sofre de doença mental seja neurose ou psicose ou tem personalidade psicopática. Contudo essa última categoria nosológica em especial, dá o nome ao grupo conhecido como sociopatas. Estes por sua vez, na perspectiva psicanalítica são os portadores de neuroses de caráter ou perversões sexuais.

Segundo a teoria pela qual uma pessoa psicopata é uma pessoa perversa, supõe-se que nesta classe de doença, o doente é um sujeito que se mantém a par da realidade, mas que carece de Superego. Isto faz com que a pessoa psicopata possa cometer atos criminosos sem sentir culpa. Não obstante, as pessoas psicopatas têm condutas criminais sem nenhum sentimento de culpa, mantendo plena consciência dos seus crimes ou das suas intenções criminais.

A natureza do superego, enquanto introjeção das regras sociais e as formas de conduta que são apreendidas.

Uma personalidade psicopata não se restringe ao assassino em série. Um psicopata pode ser uma pessoa simpática e de expressões sensatas que, não obstante, não vacila ao cometer um crime quando lhe convém e, tal como explicado acima, fazê-lo sentir culpa pela sua ação. O contexto social em que é interpretado o ato agressivo forma o criminoso ou o justiceiro social, o policial autorizado a cometer crimes (soldado mandado). Contudo na agressividade psicopatológica dos denominados sociopatas há sempre de se identificar as pulsões sádicas que caracterizam o instinto de morte da espécie humana.


Mary Bell



Nascida em 26 de maio de 1957 em Newcastle na Inglaterra, filha de Betty que era uma prostituta e mentalmente perturbada, muito ausente na vida da filha e sempre viajava para Gasglow para fazer o seu trabalho. Mary foi sua primeira filha, que Betty teve aos 17 anos de idade. Não se sabe quem é o pai biológico de Mary, acreditavam ser Billy Bell, um criminoso habitual, preso por assalto à mão armada. Que se casou com Betty algum tempo depois de ter Mary, ele nunca magoou ela e amava-a muito. Alguns familiares de Betty a acusam de ter tentado matar a garota de um modo que parecesse acidentalmente mais que uma vez nos primeiros anos de sua vida e Mary, entre os 4 aos 8 anos, foi abusada sexualmente.

Junto com sua “amiguinha”, Norma Bell (que não era sua parenta), matou Martin Brown asfixiado em 25 de maio de 1968, um dia antes do seu aniversário de 11 anos. A polícia de Newcastle rejeitou o acontecido como uma “brincadeira”. Logo após, em 31 de julho do mesmo ano, Mary foi novamente acusada com sua “amiguinha” de ter matado Brian Howe. Ela usou uma tesoura para cortar pedaços do cabelo de Brian e mutilar seus genitais.

Como as “garotinhas” eram muito jovens e os seus testemunhos não batiam, o que aconteceu nunca foi claro. A morte de Martin Brown foi, inicialmente, um acidente, não havia provas do crime. Eventualmente sua morte estava ligada a de Brian Howe, e em agosto as duas foram acusadas de dois crimes de homicídio culposo e ela também foi acusada de tentar estrangular quatro outras meninas. Foi responsável pela vandalização da enfermaria escolar e de escrever ameaças nas paredes.
Em 17 de dezembro de 1968, Norma foi absolvida, mas Mary continuou com a acusação e condenada por “homicídio involuntário devido à responsabilidade diminuída”. O júri pediu a investigação de psiquiatras para saber se tinha traços de psicopata, foi diagnosticada como “sintomas clássicos de psicopatologia”. E teve uma sentença por período indeterminado.

Desde sua prisão, virou foco de noticias na Inglaterra e também na revista alemã Stern. Sua mãe vendeu várias histórias sobre o caso e muitas vezes passando-se por Mary. Mary Bell ainda foi foco de noticias em setembro de 1979, quando escapou, rapidamente, da prisão. Onde tinha sido presa desde sua transferência do instituto de um jovem infrator à prisão para adultos.
Foi liberada em 1980 tendo ficado 12 anos na prisão, e foi concedido um anonimato para ela recomeçar sua vida, com um novo nome, com sua filha que nasceu em 1984. Por um tempo ela viveu com a filha em Cumberlow em South Norwood (numa casa construída pelo inventor inglês William Stanley). Sua filha não sabia do passado da mãe, até que a localização delas foi encontrada por repórteres e tiveram que fugir deixando tudo para trás. O anonimato de sua filha foi protegido até seus 18 anos, em 21 de maio de 2003, Mary ganhou uma batalha judicial para ter seu próprio anonimato e de sua filha para toda sua vida. Qualquer decisão judicial definitiva para proteger a identidade de alguém é conhecida como “Ordem de Mary Bell”.

Hoje ela é casada, tem sua filha, vive normalmente, porém, monitorada desde sua saída da prisão. O caso de Bell (bem como a James Bulger Murder) foi usado como base para um episódio de Law & Order , em 1999, chamado de Killerz. Hallee Hirsh foi Bell no episodio.

AMOR E O DESTINO

Eu retornava pra casa, em um dia muito frio quando tropecei em uma carteira.
Procurei por algum meio de identificar o dono.
Mas a carteira só continha três dólares e uma carta amassada,
que parecia ter ficado ali por muitos anos.
No envelope, muito sujo, a única coisa legível era o endereço do remetente.
Comecei a ler a carta tentando achar alguma dica.
Então eu vi o cabeçalho.
A carta tinha sido escrita quase sessenta anos atrás.
Tinha sido escrita com uma bonita letra feminina em azul claro sobre um papel
de carta com uma flor ao canto esquerdo.
A carta dizia que sua mãe a havia proibido de se encontrar com Michael mas
ela escrevia a carta para dizer que sempre o amaria.
Assinado Hannah.
Era uma carta bonita, mas não havia nenhum modo, com exceção do nome
Michael, de identificar o dono.
Entrei em contato com a cia. telefônica, expliquei o problema ao operador e
lhe pedi o número do telefone no endereço que havia no envelope.
O operador disse que havia um telefone mas não poderia me dar o número.
Por sua própria sugestão, entrou em contato com o número,
explicou a situação e fez uma conexão daquele telefone comigo.
Eu perguntei à senhora do outro lado, se ela conhecia alguém chamada Hannah.
Ela ofegou e respondeu:
- "Oh! Nós compramos esta casa de uma família que tinha uma filha chamada Hannah.
Mas isto foi há 30 anos!"
- "E você saberia onde aquela família pode ser localizada agora?"
Eu perguntei.
- "Do que me lembro, aquela Hannah teve que colocar sua mãe em um asilo
alguns anos atrás", disse a mulher.
"Talvez se você entrar em contato eles possam informar".
Ela me deu o nome do asilo e eu liguei.
Eles me contaram que a velha senhora tinha falecido alguns anos atrás mas eles
tinham um número de telefone onde acreditavam que a filha poderia estar vivendo.
Eu lhes agradeci e telefonei.
A mulher que respondeu explicou que aquela Hannah estava morando agora em um asilo.
A coisa toda começa a parecer estúpida, pensei comigo mesmo.
Pra que estava fazendo aquele movimento todo só para achar o dono de uma
carteira que tinha apenas três dólares e uma carta com quase 60 anos?
Apesar disto, liguei para o asilo no qual era suposto que Hannah estava
vivendo e o homem que atendeu me falou,
- " Sim, a Hannah está morando conosco."
Embora já passasse das 10 da noite, eu perguntei se poderia ir para vê-la.
- "Bem", ele disse hesitante,
"se você quiser se arriscar, ela poderá estar na sala assistindo a televisão".
Eu agradeci e corri para o asilo.
A enfermeira noturna e um guarda me cumprimentaram à porta.
Fomos até o terceiro andar.
Na sala, a enfermeira me apresentou a Hannah.
Era uma doçura, cabelo prateado com um sorrisso calmo e um brilho no olhar.
Lhe falei sobre a carteira e mostrei a carta.
Assim que viu o papel de carta com aquela pequena flor à esquerda,
ela respirou fundo e disse,
- "Esta carta foi o último contato que tive com Michael".
Ela pausou um momento em pensamento e então disse suavemente,
- "Eu o amei muito. Mas na ocasião eu tinha só 16 anos e minha mãe achava
que eu era muito jovem.
Oh, ele era tão bonito.
Ele se parecia com Sean Connery, o ator".
- "Sim," ela continuou.
"Michael Goldstein era uma pessoa maravilhosa.
Se você o achar, lhe fale que eu penso freqüentemente nele.
E", ela hesitou por um momento, e quase mordendo o lábio, "lhe fale que eu
ainda o amo.
Você sabe", ela disse sorrindo com lágrimas que começaram a rolar
em seus olhos,
"eu nunca me casei.
Eu jamais encontrei alguém que correspondesse ao Michael..."
Eu agradeci a Hannah e disse adeus.
Quando passava pela porta da saída, o guarda perguntou,
- "A velha senhora pode lhe ajudar?"
- "Pelo menos agora eu tenho um sobrenome.
Mas eu acho que vou deixar isto para depois.
Eu passei quase o dia inteiro tentando achar o dono desta carteira".
Quando o guarda viu a carteira, ele disse,
- "Ei, espere um minuto!
Isto é a carteira do Sr. Goldstein.
Eu a reconheceria em qualquer lugar.
Ele está sempre perdendo a carteira.
Eu devo tê-la achado pelos corredores ao menos três vezes".
- "Quem é Sr. Goldstein?" Eu perguntei com minha mão começando a tremer.
- "Ele é um dos idosos do 8º andar.
Isso é a carteira de Mike Goldstein sem dúvida.
Ele deve ter perdido em um de seus passeios".
Agradeci o guarda e corri ao escritório da enfermeira.
Lhe falei sobre o que o guarda tinha dito.
Nós voltamos para o elevador e subimos.
No oitavo andar, a enfermeira disse,
- "Acho que ele ainda está acordado.
Ele gosta de ler à noite.
Ele é um homem bem velho."
Fomos até o único quarto que ainda tinha luz e havia um homem lendo um livro.
A enfermeira foi até ele e perguntou se ele tinha perdido a carteira.
Sr. Goldstein olhou com surpresa, pondo a mão no bolso de trás e disse,
- "Oh, está perdida!"
- "Este amável cavalheiro achou uma carteira e nós queremos saber se é sua?"
Entreguei a carteira ao Sr. Goldstein, ele sorriu com alívio e disse,
- "Sim, é minha! Devo ter derrubado hoje a tarde. Eu quero lhe dar uma recompensa".
- "Não, obrigado", eu disse.
"Mas eu tenho que lhe contar algo.
Eu li a carta na esperança de descobrir o dono da carteira".
O sorriso em seu rosto desapareceu de repente.
- "Você leu a carta?"
"Não só li, como eu acho que sei onde a Hannah está".
Ele ficou pálido de repente.
- "Hannah? Você sabe onde ela está? Como ela está?
É ainda tão bonita quanto era? Por favor, por favor me fale", ele implorou.
- "Ela está bem... E bonita da mesma maneira como quando você a conheceu".
Eu disse suavemente.
O homem sorriu e perguntou,
- "Você pode me falar onde ela está? Quero chamá-la amanhã ".
Ele agarrou minha mão e disse,
"Eu estava tão apaixonado por aquela menina que quando aquela carta chegou,
minha vida literalmente terminou.
Eu nunca me casei. Eu sempre a amei."
- "Sr. Goldstein", eu disse, "Venha comigo".
Fomos de elevador até o terceiro andar.
Atravessamos o corredor até a sala onde Hannah estava assistindo televisão.
A enfermeira caminhou até ela, "Hannah,
" ela disse suavemente, enquanto apontava para Michael que estava esperando
comigo na entrada. "Você conhece este homem?"
Ela ajeitou os óculos, olhou um momento, mas não disse uma palavra.
Michael disse suavemente, quase em um sussurro, - "Hannah, é o Michael. Lembra-se de mim?"
- "Michael! Eu não acredito nisto! Michael! É você! Meu Michael!"
Ele caminhou lentamente até ela e se abraçaram.
A enfermeira e eu partimos com lágrimas rolando em nossas faces.
- "Veja", eu disse. "Veja como o bom Deus trabalha! Se tem que ser, será!".
Aproximadamente três semanas depois eu recebi uma chamada do asilo em meu escritório.
-"Você pode vir no domingo para assistir a um casamento?
O Michael e Hannah vão se amarrar"!
Foi um casamento bonito, com todas as pessoas do asilo devidamente
vestidos para a celebração.
Hannah usou um vestido bege claro e bonito.
Michael usou um terno azul escuro.
O hospital lhes deu o próprio quarto e se você sempre quis ver uma
noiva com 76 anos e um noivo com 79 anos agindo como dois adolescentes,
você tinha que ver este par.
Um final perfeito para um caso de amor que tinha durado quase 60 anos...

QUARTO FANTASMA

                                               
 Em 2004 na cidade de barcarena - PA (cidade do interior do pará ),conheçi uma garota na faculdade a qual morava nessa cidade e namoramos por 8 anos , hoje não estamos mais juntos.Quando conheçi a ir para barcarena frequentar sua casa,dormia em um pequeno quarto que ficava bem proximo da cozinha e ja tinha ouvido de um tio dela que não dormia nessa quartinho devido se sentir agoniado. Varios finais de semana indo para barcarena e dormindo nesse quartinho não havia me ocorrido nada , mas em um final de semana  do ano de 2004 aconteceu uma experiência na qual ficou marcado por meses e desde então quando ia para barcarena não fiquei mais nesse quarto.

 Em uma certa noite ainda acorado tentando pegar no sono , olho pela fresta da porta que a luz da cozinha foi acesa por alguen e logo em seguida apagada , no momento pensei que fosse minha namorada  ou os pais dela indo ao banheiro que tanbem ficava proximo ao banheiro de repente a maçaneta da porta começa  a virar  e eu achando que era minha namorada entrando no quarto virei de lado olhando para a parede e começei a fingir que estava dormindo para assusta-la,senti a aproximação de alguen que pareçeu ficar uns 30 segundos me olhando foi sentando na cama e deitando ao meu lado e foi susurrando algo no meu ouvido no iniçio pareçia ser voz de mulher mais foi engrassando e se tornando voz de gente já envelhecida,não entendi nada o que aquilo tentou me dizer,fuitentar me virar para ver quem era mas uma mão que não era gelada me segurou impedindo que eu virar,tentei gritar por socorro ,mas a voz não saia,de repente veio as lenbranças do que haviam me dito sobre o quarto e pensei isso é um fantasma,assonbração...reuni forças e consegui empurrar aquilo que pareçia estar com um vestido curto ao chão e pulei imediatamente até o interruptor para ligar a luz,mas não havia nada naquele quartinho além de mim

 sai por ums instantes do quarto e fiquei pensando ,será que chamo os pais dela e ela para contar o que aconteçeu.Mas fiquei me questionando...será que vão acreditar em mim ? Vão ficar rindo de mim ? eles moram há tanto tempo nessa casa ? será que o pai dela vai pensar que de acho de homen é esse que esta com minha filha ? Voltei pro quarto e dessa vez não apaguei as luz,começei a rezar muito nervoso ja juntava orações fiquei de luz acesa por certo tempo e aquilo que tinha me ocorrido não saia da cabeça.horas e horas pensando ja podia ouvir os galos cantando , era sinal de que ja estava amanheçendo.

 Acredito que era ja quase seis da manhã,o quarto claro decidi tentar dormir e quando dou uma piscada e abro meu olho novamente vejo aquela coisa se tranformando como havia descrito uma pessoa idosa de vestido bem curto todo vermelho me olhando em pé da porta me encarando, ela resmungou alguma coisa que também não consegui entender e pulei da cama tentando ataca-la,mas o mesmo riu.Essa foi apenas uma,outras aconteceram com os pais dela presenciando quadros de vidro estourando e etc...

domingo, 29 de abril de 2012

HISTORIA DE AMOR E ODIO

                             
NOTA DO ADMINISTRADOR: Embora não tenha NADA de sobrenatural neste conto, ele está bem escrito e possui um clima de tensão crescente e pessimista bastante interessante. Muitos dizem que o amor é uma jóia rara. Mas quem conhece a história de Gabriel pensaria duas vezes antes de expressar tal conceito. Alguns dizem que ele é problemático e que seu caso deve ser tratado com cautela, outros o condenam a apodrecer na cadeia por ter cometido aqueles crimes terríveis. Mas o fato é que Gabriel sempre fora diferente das outras crianças. Ele nunca teve amigos, a única companhia que tinha para brincar era um cão que seu pai o dera de presente de aniversario, e um ratinho de laboratório (que semanas depois Gabriel o matara com um alicate de eletricista, pois o pobre do rato havia mordido o seu dedo). Na escola era tido como o aluno mais estranho, pois nunca se entrosava com as crianças. As professoras freqüentemente faziam reuniões para falarem daquele aluno tão problemático. Aos 17 anos nunca teve uma namorada, diferente dos outros meninos, que com essa idade já estavam “fazendo filhos”. Sua mãe sempre dizia para ele sair um pouco da frente do computador e ir passear e fazer amizades, pois na vizinhança haviam muitos meninos e meninas da sua idade. Aos domingos ele ficava em frente a sua casa com seu cão Spike, olhando o movimento. Foi um domingo desses que Gabriel viu uma Blazer dobrar a esquina e estacionar na casa de frente com a sua. A casa estava à venda. Seriam os novos vizinhos?... Ótimo!!, porque nesse momento ele estava vidrado em uma figura que parecia uma Deusa, ou coisa do tipo. A garota, que era filha do casal que estava na Blazer, conseguiu chamar a atenção de Gabriel. Ela devia ter uns 16 anos, tinha cabelos lisos e loiros, a pele branquinha e delicada, lindos olhos castanhos, e um corpo de fazer qualquer garoto ir à loucura. Ao cair da noite a mãe de Gabriel comentou com o marido sobre os novos vizinhos, e que eles tinham uma filha linda, da idade de Gabriel. O pai riu e disse que se seu filho não fosse tão estranho até conseguiria conquistar a garota. Ana riu-se, mas no fundo sentia pena de Gabriel. Durante a semana, Gabriel observara da janela do seu quarto, a casa da linda menina, e toda vez que ela aparecia, seu coração batia mais depressa. Ele não sabia o que era amor, mas era exatamente “amor” que ele estava sentindo. E foi numa manhã de sábado que seus desejos se tornaram realidade, pois ele a encontrara a caminho da escola. Ela o viu e deu um lindo sorriso, Gabriel por sua vez, ficou vermelho de vergonha, mas retribuiu o sorriso, não tão lindo quanto o da garota, mas retribuiu com vigor. Os dois caminharam lado à lado. Ela perguntou o nome dele e em seguida disse que se chamava Mariana.Voltaram juntos também, Mariana se despediu de Gabriel com um beijo no rosto, (ele nunca tinha recebido um beijo de ninguém, a não ser da sua mãe) e ele sentiu um “arrepio” pelo corpo. Mariana entrou em casa e disse para sua mãe que estivera conversando com o vizinho da frente enquanto ia à escola, e disse também que ele parecia muito legal apesar de ser meio tímido. Sua mãe, que já havia conversado com a mãe de Gabriel, comentou que ele era um pouco problemático e que não tinha amigos, e que seria muito legal se Mariana fosse amiga dele. Ela deu um sorrisinho e falou que gostou de ter conversado com ele e que com certeza seriam amigos, pois alem de ele parecer uma pessoa legal, também era muito simpático. No sábado Mariana resolveu chamar o seu novo amigo para dar um passeio de bicicleta. Ela tocou a campainha da casa de Gabriel, e ele ao vê-la quase teve uma parada cardíaca de tanta alegria. Rapidamente foi até a garagem e pegou a sua bicicleta e saíram para um passeio lindo e feliz. Mariana tinha bastante habilidade com ciclismo, alem disso, ela trajava uma mini-blusa insinuante e um shortinho curtinho que mostrava suas maravilhosas pernas branquinhas e delicadas. Já Gabriel estava totalmente desengonçado, pois havia muito tempo que não andava de bicicleta. Sem falar que ele quase bateu em um carro parado, ainda assim arranhando um pouco a lataria. Mariana achou muito engraçado a forma com que Gabriel andava de bicicleta. Pararam e sentaram no banco de um parque ecológico.Tamanha era a alegria de Gabriel, pois estava ao lado da garotinha mais linda do mundo (na sua opinião, claro!). Mas a alegria durou pouco, porque naquele instante o menino mais cobiçado pelas garota cruzou a avenida. Eric não era um menino ruim, mas Gabriel achava ele um tanto esnobe, pelo fato de todas as vezes em que o vira, sempre estava com uma garota diferente na traseira de sua moto e sempre fazendo pose de artista de cinema. Gabriel achava isso super errado, não cabia em sua cabeça acreditar que um ser humano pudesse namorar vária meninas ao mesmo tempo, e também não se conformava que um garoto de 18 anos pilotasse uma moto em alta velocidade com garotas menores de idade na traseira. Gabriel acha isso perigosíssimo. Mas as garotas não pensavam da mesma forma, pois sempre estavam com um sorriso largo no rosto. Quando Mariana viu aquele rapaz interessante vindo em direção deles, imediatamente perguntou ao Gabriel quem era aquele menino. Ele nem precisou responder, pois num piscar de olhos Eric apresentou-se para Mariana, fazendo Gabriel sentir um enorme ódio por dentro, pois no fundo sabia que ela havia se interessado por aquele rapaz de cabelos compridos. Na real, a falta de respeito por parte de Eric era o que ajudou Gabriel à concluir sua raiva, afinal ele estava conversando com a garota e Eric chegou com seu sorriso fingido, pronto para dar o bote naquela coelhinha branca. Tudo estava acabado. Ele viu nos olhos de Mariana a fascinação que ela sentiu por Eric, isso machucou profundamente o seu coração que nunca havia amado ninguém, e que nunca havia odiado tanto alguém, como odiava Eric agora. O pobre fracassado levantou-se e montou na bicicleta. Mariana perguntou aonde ele ia e porque ele estava com aquela cara tão triste. Gabriel não disse nada, apenas saiu sem olhar para trás, e na distância em que ele estava pôde ouvir o rival falando, “a cara dele é feia assim mesmo...”, e logo depois caindo na risada. O ódio tomou conta de sua mente após chegar em casa. Sentia vontade imensa de matar o Eric, sim, era tudo o que sentia, e era o que iria fazer de um jeito ou de outro, pois Gabriel era capaz disso. Quando a noite caiu Gabriel ouviu uma buzina de moto, e rapidamente foi até a janela do quarto para bisbilhotar quem era. Para concluir novamente o seu ódio, viu Eric estacionado na frente da casa de Mariana e logo após saindo com ela. Em seu coração já não cabia mais ódio, a vontade de ver Eric sofrer amargamente aumentou ao último nível, mas agora tinha outra pessoa que Gabriel queria ver sofrer, Mariana, pois a culpa de ele ter se apaixonado fora dela, ela machucou seu coração com esperanças falsas, ela fez ele ser feliz por alguns momentos, ela tinha o poder de fazer ele apaixonar-se, então, “ela” e o seu novo namoradinho, deveriam morrer. O dia seguinte estava ensolarado, os passarinhos cantavam, as crianças brincavam na rua.Tudo estava tranqüilo naquela manhã de domingo. Mas para Gabriel nada tava bonito, pelo contrário, em sua cabeça coisas bizarras estavam sendo planejadas. Eram tantas maldades que ele ficava até confuso, a única coisa de que tinha certeza era de matar primeiro o Eric mas não sabia como o faria. Era difícil imaginar um jeito mais doloroso. Então pensou em provocar um acidente de moto enquanto Eric estivesse passando velozmente (como de costume) pela rua. Mas como!!!!?...uma idéia surgiu!!!. Ao meio-dia Eric veio se encontrar com Mariana, Gabriel ao ouvir o barulho da moto foi até a janela e viu o momento em que Eric deu um longo beijo na garota. Mas isso não o incomodava mais, pois jamais ele iria ver aquela cena de amor novamente. Gabriel pensou em matar os dois coelhos com uma cajadada só. Mas Eric tinha que ser o primeiro a morrer. E isso iria acontecer quando ele trouxesse Mariana de volta. Um barulho de moto, e lá estava Gabriel na janela a espreita de Eric. Quando viu ele chegando com Mariana, rapidamente pegou o seu cão Spike e saiu correndo para a rua em direção a esquina.O plano já estava em prática. Após alguns minutos de beijos, Eric se despediu (para sempre) de Maria, montou em sua moto e foi embora dando uma buzinada de adeus. Eric estava em alta velocidade, e ao virar a esquina deu de frente com Gabriel e seu cachorro. Ele ia atravessando a rua com Spike e no momento que a moto vinha à toda velocidade, Gabriel intencionalmente deixou o seu cão frente à frente com a moto de Eric, a cena foi horrível. Naquela velocidade, o cão morreu na hora e Eric foi atirado ao poste de energia elétrica. Gabriel foi até ele para certificar se estava morto. Eric não só havia partido a cabeça ao meio, como também tinha quebrado o pescoço. E o pobre do Spike estava no asfalto com os olhos fitando o nada e a boca escancarada minando sangue. Para Gabriel valeu a pena ter sacrificado o cachorro para ter exterminado o maldito Eric. Já estava na hora de começar a encenar o choro, pois os curiosos estavam se amontoando e perguntando o que havia acontecido. A policia chegou acalmou o choro fingido de Gabriel e o levou para casa. Ao chegarem houve um leve interrogatório (com a mãe de Gabriel aos prantos), para saber melhor o que tinha acontecido, mas Gabriel mentiu perfeitamente e lamentava, à toda hora, a morte do seu querido Pastor Alemão “Spike”. Ao colocar a cabeça no travesseiro para dormir, Gabriel lembrou-se da cena: Eric estirado no chão, os miolos saindo pela rachadura em sua cabeça, os olhos arregalados e vagos, sangue por toda parte e o pescoço roxo tombado para o lado num gesto grotesco. Mas isso jamais abalaria o sono de Gabriel, pois em sua cabeça tudo dera certo. Deixou o cão frente a frente com a moto no momento exato, a polícia não desconfiou de nada e não houve testemunhas. Tudo dera certo. E a única preocupação agora era como matar Mariana. O velório foi pela manhã. Gabriel sentado na varanda avistou Mariana chegando, e rapidamente correu para o jardim da casa dela sem ninguém perceber. Os olhos de Mariana estavam inchados de tanto chorar e sua mãe à consolava. Chorara pelo Eric, por sua morte trágica, pela convivência que havia entre eles nesses últimos dias. Mariana não percebeu que olhos cheios de ódio fitavam a sua angústia, olhos que eram de um lindo brilho azul, mas ao mesmo tempo odioso e perverso. Ela também não percebera que o dono desses olhos segurava uma machadinha numa das suas mãos e estava no jardim da casa dela, escondido entre os arbustos que cercava a casa. Elas entraram, e ele entrou logo depois pela janela da sala. Ainda deu tempo de ver Mariana subindo as escadas que lavavam para os quartos. Mas não poderia mata-la agora pois na casa estava a mãe dela, e sendo assim, a mulher ouviria os gritos da filha. A não ser se matasse a mãe dela primeiro!!... Ele andou na direção da cozinha e avistou Dona Ana de costas, esquentado uma caneca de leite para Mariana. Sem perder tempo Gabriel concedeu uma machadada na cabeça da mulher. Só bastou apenas uma. O assassino juvenil subiu as escadas e abriu a primeira porta do corredor. Não era o quarto de Mariana, e sim o dos pais dela. Foi em direção a outra porta do corredor, e lá estava a linda garota deitada de bruços. Ela olhou para trás e viu Gabriel parado na porta, mas não viu a machadinha ensangüentada que ele carregava. Ela foi em direção dele e o abraçou chorando e lamentando a morte de Eric. Gabriel sentiu um leve formigamento na virilha, pois seus órgãos genitais haviam se juntado com os da garota. Mas o ódio era maior. Ele empurrou Mariana contra a cama e deu a primeira machadada que acertou em cheio o meio da testa da pobre garota, mas ainda assim Gabriel não parara, deu várias e várias machadadas. Ele nem se deu conta de que um carro parara na frente da casa, era o pai de Mariana. Ele entrou e viu a luz da cozinha acesa, e o barulho do leite fervendo a ponto de secar. Andou em direção a cozinha e deparou-se com a esposa caída no chão em meio ao sangue. Silvio ficou em estado de choque por alguns segundos. Mas lembrou-se de Mariana. Ela talvez estivesse correndo perigo em algum lugar da casa, pois Silvio presumiu que algum bandido estivesse assaltando a residência de sua família. Subiu aos pulos os degraus que levava aos quartos, abriu a gaveta do seu criado mudo, onde guardava um Calibre 38 que comprara na época em que servira o exército, engatilhou a arma e foi em direção a um baralho surdo que saia do quarto de sua filha. O horror diante de seus olhos era indescritível. Havia sangue misturado com pedaços de carne por toda a superfície da cama de Mariana. E o autor disso era o vizinho que morava enfrente a sua casa. Gabriel nem notara a presença de Silvio pois estava concentrado no que estava fazendo. O pai da garota aos prantos disparou dois tiros no assassino que matara não só a sua mulher, mas matara também o seus sonhos, a sua alegria, a sua garotinha linda que ele sempre amara. E que agora não passava de pedaços viscosos de carne e sangue coagulado. “Gabriel ficou paraplégico e se encontra em um hospital de segurança máxima, para doentes mentais perigosos para a sociedade”. “Silvio foi encontrado morto com um tiro na boca, dentro do banheiro de sua casa. Ele não agüentou o peso de conviver sem sua mulher e filha. Resolveu se juntar a elas”. Danilo “Kiss” Fernandes

RELATOS- Paralizada

                          

Certa noite aconteceu uma coisa estranha, acordei no meio da madrugada e não consegui me mover. Em um instante estava dormido e no seguinte completamente desperta e em alerta. Podia me localizar no tempo, sabia onde estava e que alguma coisa havia me feito acordar, mas não pude me mexer. Os braços e as pernas estavam paralisamos e nem mesmo pude fechar os olhos. Ao contrário do resto do corpo, minha mente funcionava com uma rapidez assombrosa, eu queria me mover, queria estender o braço e acender o interruptor, mesmo assim não era capaz de orientar o comando. Pode parecer bobo, mas acredito que só as pessoas que passaram por isso são capazes de compreender o pavor que esses minutos causam. Não sou uma pessoa que se assusta fácil, no geral prefiro encarar e resolver tudo rápido. Nesse caso, fui tomada um desespero que nunca havia sentido. Depois de algum tempo paralisada, fui capaz de girar o corpo, como se o que me amarrava à cama se soltasse abruptamente.
Na noite seguinte aconteceu a mesma coisa, mas dessa vez com um agravante. E ao acordar, eu sabia que não estava sozinha no quarto. Durmo em uma cama para casais e quando despertei ainda deitada de costas, senti claramente o arrepio que se sente quando alguém se aproxima de nós. Durante os longuíssimos minutos em que não pude me mover, tive a certeza de que alguém (ou alguma coisa) estava deitada do meu lado, meio debruçada, olhando fixamente pro meu rosto. O quarto estava muito escuro e eu não consegui ver ninguém, mas senti nitidamente o peso que ele fazia sobre o meu corpo. Me lembro de desejar com todas as forças fechar os olhos ou me virar, e como na noite anterior de uma hora pra outra já era capaz de me mover outra vez.
Isso durou aproximadamente uma semana completa, a exceção de algumas mudanças o ritual era sempre o mesmo. Acordava paralisada e com a sensação de que alguém me olhava ou se deitava próximo a mim. Em uma das vezes, meu cabelo foi puxado  me “despreguei” da cama assustada quando minha cabeça foi levantada do travesseiro com um puxão mais forte. Essa foi sem sombra de dúvidas um das piores semanas que já passei. Comecei a ter medo de dormir, não comia direito, vivia irritada, depressiva e não conseguia me concentrar durante o dia. Como disse antes, o ritual durou uma semana e parou. Assim, como se nunca tivesse começado.  
Aos poucos, a vida voltou ao normal e me acostumei a dormir sem medo de novo. Hoje, passados alguns anos os detalhes ficaram mais nebulosos, mas não o pavor que senti. Fiz várias pesquisas sobre paralisia do sono (ou catalepsia progressiva), tal como suas causas clinicas e também “espirituais”. Entender um pouco do assunto me fez mais segura em aceitar o que me aconteceu, mas ainda hoje, prefiro acreditar que tudo não passou mesmo de uma falha do meu cérebro, e que a presença que sentia foi mero efeito de alucinações. Como esses relatos são comuns e sei que outras pessoas já passaram ou passam por experiências parecidas, resolvi dividir as minhas com vocês.

RELATOS - Aconteçimentos

                                          
Antes de começar a relatar algumas experiências que aconteceram comigo recentemente, quero comentar que de acordo com alguns comentários o fluxo de atividades paranormais aumentaram depois da Sexta-feira treze (13/04/12). Todas as experiências que vou relatar aconteceram depois do dia 13/04/12.
Meus amigos passaram por experiências paranormais depois de sexta-feira, minha amiga disse que viu tipo alguém passando a mão na cortina da sala, que abriu toda.
Meu amigo diz que na casa dela ta aparecendo água do nada nos cantos da casa, na TV, no meio da cozinha, alguém abriu a porta do quarto das irmãs dele, ele acorda no meio da noite, com a porta do guarda-roupa dele aberta.
Minha outra amiga disse que viu um vulto na segunda-feira, acordou no meio da noite com um barulho, foi ver mas não encontrou nada.
Quando meus amigos estavam contando isso, agente começou a ouvir um “psiu” sendo que tava só agente na varanda de casa, mais ninguém. Parecia a voz de uma mulher, já que era fina.
 
Na terça-feira,dois amigos estavam em casa, quando um outro amigo disse que iria aparecer no quintal abandonado que fica atrás da minha casa Então eu, Bia e Lucas fomos para o quintal de casa, esperando o nosso outro amigo aparecer no quintal abandonado. Dava pra ouvir os passos perfeitamente, pensando ser o Edu, Bia subiu em uma lata de tinta e falou ”Apareeece!”. Depois ela se abaixou rapidamente e mandou nós fazermos silêncio. Eu pergunto o porque, mas ela só diz para fazer silêncio. Subi na lata de tinta e olho pro quintal, não vejo nada. Depois Bia disse que quando ela falou “Aparece” uma mulher loira vestida de branco apareceu e disse”Oi”. Depois só vimos o mato se mexer e escutamos os passos depois.
Antes, nesse terreno abandonado, tinha uma casa, também abandonada, pois a única pessoa que morava lá era uma senhora que já faleceu. Após sua morte, a casa foi passada para sua filha, que infelizmente não cuidou. Quando a Senhora L. ainda era viva, cuidava muito bem de sua casa e de suas plantas, limpava seu quintal todos os dias pela manhã, colhia os frutos que caiam das árvores e sempre manteve sua casa e seu quintal bem lipinhos. Mas depois de sua morte, sua filha não cuidou de sua casa, que ficou completamente abandonada. Suas plantas e árvores estão mal cuidadas, o terreno tá imundo e foi muitas vezes abrigo pra usuários de drogas e ladrões. Tivemos muitos roubos nas casas vizinhas por conta disso.

As quatro sombras da escola

Era terça-feira, estava na sala de aula, quando uma amiga chama minha atenção dizendo que viu um vulto passando em cima do quadro. Olhei e também o vi, não parava de passar, ia e voltava várias vezes. Com uma filmagem na câmera negativa, pude ver que a sombra do professor estava bem diferente dele, e que logo depois, se tornaram 4 sombras. O incrível é que ninguém da sala via, só eu e minha amiga. O interessante foi que enquanto todos sentiam calor, eu e minha amiga não sentíamos nada.

Alguma coisa subiu no sofá
Eu tinha acabado de chegar do colégio, estava chovendo muito forte e fui pegar alguma coisa pra comer na geladeira. Olhei pra sala e vi um negocio branco subir no sofá. Pensei ser me cachorro, mas quando fui ver não tinha nada, só a marca de quando alguém senta no sofá.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Aconteçimentos # RELATOS

Nós somos incrédulos por natureza, temos mania de duvidar do que não podemos ver ou sentir. O fato que vou relatar aqui aconteceu comigo em 2009...
Tudo começou com um pedido de uma vizinha solicitando que eu emprestasse meu carro para ela e seu filho irem buscar a sogra dele em uma fazenda na zona rural. Essa localidade é chamada de Nativo, pois as pessoas da localidade são descendentes de índios e escravos que habitavam a região antes da chegada do homem branco. História a parte, achei meio esquisito aquele pedido, ela sabia que eu não ia emprestar, mas mesmo assim me ofereci para fazer o transporte.
No caminho para a fazenda, ela ia me falando que não era para eu ficar assustado com o que ia ver, pois aquilo vinha acontecendo já há algum tempo com aquela senhora. Também disse que na propriedade muitas pessoas da família viam vultos, ouviam gritos, gemidos e pessoas conversando, como se estivessem fazendo algum tipo de culto. Eu, como sempre, fiquei rindo achando os dois malucos. Então, por volta da 19:00hs chegamos ao local...
A casa da fazenda ficava a 1km da estrada, entramos na porteira e percorremos o caminho restante. Foi então que a coisa ficou feia... a aparência da casa não era nada bonita, era muito antiga e de aspecto horrível. De dentro da residência ouvia-se uma voz e uma gargalhada grotesca, como se houvesse algo monstruoso preso tentando fugir. A vizinha e seu filho entraram porta adentro, eu fiquei na porta do lado de fora esperando o desenrolar dos acontecimentos. No momento não sabia o que fazer...
Passaram-se uns 10 minutos, aí veio a surpresa: eles vinham tentando carregar uma senhora de idade, de uns 60 anos, tinha cerca de 1 metro e 20  centímetros de altura, magrinha, com aproximadamente uns 40 KG. Mas estão pensando que era fácil mover esta senhora? Engano! Seus dois filhos, seu genro e a minha vizinha vinham fazendo o maior esforço, mas a mulher não se movia, a sua força era descomunal, sua voz era grossa e dizia: “Ela é minha e não vou deixar ela ir!” Sua gargalhada era de deboche, de desafio, devido a impotência de movê-la do lugar.
Depois de muita oração conseguiram colocar a mulher dentro do meu carro. Viagem longa... imagine você dirigindo à noite em uma estrada de terra, com uma pessoa possuída no banco de traz. O "demônio" ia dizendo com aquela voz horrível: "Vou matar todos vocês! Me deixa ir!!!". Meus cabelos da nuca chegavam a arrepiar.
Dirigi aproximadamente 50 km até a casa de sua filha na cidade. Na residência já havia um pastor esperando para tentar exorcizar e livrar a senhora daquele ser. Mas depois de muita tentativa o pastor desistiu, alegando que não tinha condições de fazer aquilo, mas ele tava era com medo, pois a voz do “Bicho” era aterradora e fazia muitas ameaças, tais como "vou acabar com sua família". A coisa era terrível! Então veio uma senhora que eu não conhecia, mas resolveu o problema. Passou a noite toda em oração, coisas voavam pra todo canto, nós segurávamos a mulher como podíamos, até que depois de muito custo ela desfaleceu, parecia dormir. De manhã ela não se lembrava de nada do que tinha acontecido.
Voltei para casa, cansado e pedindo a Deus que afastasse tudo aquilo de mim.